{"id":228,"date":"2024-02-02T11:27:29","date_gmt":"2024-02-02T14:27:29","guid":{"rendered":"https:\/\/thiagolimoli.carolcappia.com.br\/?p=228"},"modified":"2024-02-02T11:27:29","modified_gmt":"2024-02-02T14:27:29","slug":"anvisa-aprova-a-primeira-insulina-inalavel-do-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/thiagolimoli.com\/index.php\/2024\/02\/02\/anvisa-aprova-a-primeira-insulina-inalavel-do-pais\/","title":{"rendered":"Anvisa aprova a primeira insulina inal\u00e1vel do pa\u00eds!"},"content":{"rendered":"\n<p id=\"elr73\">A Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) autorizou a comercializa\u00e7\u00e3o da primeira insulina inal\u00e1vel do pa\u00eds. A resolu\u00e7\u00e3o que concede o registro ao produto foi aprovada na \u00faltima quinta-feira, 30, e publicada nesta segunda-feira, 3, no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"62s1b\">Batizada de Afrezza, a nova insulina \u00e9 comercializada em p\u00f3, em cartuchos com tr\u00eas tipos de dosagem. Para utiliza\u00e7\u00e3o, o paciente com diabete deve encaixar o cartucho no inalador e aspirar o p\u00f3. A subst\u00e2ncia chega ao pulm\u00e3o e \u00e9 absorvida pela corrente sangu\u00ednea, onde cumpre a fun\u00e7\u00e3o de reduzir os n\u00edveis de a\u00e7\u00facar no sangue. Hoje, as insulinas dispon\u00edveis no mercado brasileiro s\u00e3o todas injet\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"tpd0\">Segundo especialistas, embora represente uma alternativa no tratamento do diabete e um ganho na qualidade de vida por reduzir o n\u00famero de inje\u00e7\u00f5es, a Afrezza tem limita\u00e7\u00f5es. Ela n\u00e3o \u00e9 capaz de substituir todas as aplica\u00e7\u00f5es di\u00e1rias de insulina, tem pouca variedade de dosagens e \u00e9 contraindicada para pacientes com problemas pulmonares e menores de 18 anos. Por outro lado, por n\u00e3o exigir refrigera\u00e7\u00e3o, \u00e9 mais f\u00e1cil de transportar e armazenar e poder\u00e1 reduzir o n\u00famero de picadas de agulha a que o paciente tem que submeter-se diariamente.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"dtl0p\">A insulina inal\u00e1vel pode substituir somente as aplica\u00e7\u00f5es de insulina de a\u00e7\u00e3o r\u00e1pida ou ultrarr\u00e1pida, tamb\u00e9m chamadas de bolus. Esse tipo de insulina \u00e9 utilizada geralmente antes de cada refei\u00e7\u00e3o, quando o organismo precisa de um volume maior do horm\u00f4nio para compensar o a\u00e7\u00facar ingerido.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"58ov\">O outro tipo de insulina, a basal, de a\u00e7\u00e3o mais lenta, \u00e9 geralmente aplicada somente uma vez por dia e n\u00e3o poder\u00e1 ser substitu\u00edda pelo produto inal\u00e1vel, como explica L\u00edvia Porto, endocrinologista do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alem\u00e3o Oswaldo Cruz.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"a1st2\">&#8220;Se o paciente diab\u00e9tico tem um tratamento nesse esquema basal-bolus, ele costuma fazer pelo menos quatro aplica\u00e7\u00f5es por dia: uma basal e tr\u00eas bolus, no caf\u00e9 da manh\u00e3, almo\u00e7o e jantar. Se passar a usar a inal\u00e1vel, ele diminuiria de quatro aplica\u00e7\u00f5es di\u00e1rias para uma aplica\u00e7\u00e3o. Seria um ganho de qualidade de vida, mas n\u00e3o substituiria totalmente a injet\u00e1vel&#8221;, diz a m\u00e9dica.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"79q7a\">Para Heraldo Marchezini, CEO da Biomm, empresa respons\u00e1vel pela fabrica\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o do produto no Brasil, a facilidade de manuseio e uso da Afrezza representa um avan\u00e7o na qualidade de vida dos pacientes. &#8220;No momento das refei\u00e7\u00f5es, o paciente muitas vezes tem que utilizar a insulina em uma situa\u00e7\u00e3o social, fora de casa, e, com a inal\u00e1vel, o procedimento pode ser mais r\u00e1pido e discreto. O inalador cabe na palma da m\u00e3o. \u00c9 uma grande inova\u00e7\u00e3o na forma de aplicar&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"ekoa4\">Ele afirma que o produto pode ser usado tanto por pacientes com diabete tipo 1 quanto por portadores do tipo 2 da doen\u00e7a. Considerando, no entanto, que a maioria dos diab\u00e9ticos tipo 2 fazem tratamento com comprimidos e n\u00e3o com insulina, os principais beneficiados pelo novo produto seriam os pacientes com diabete tipo 1, cujo tratamento obrigatoriamente inclui aplica\u00e7\u00e3o de insulina.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"3mo01\">&#8220;No caso do diab\u00e9tico tipo 2, a Afrezza seria indicada somente para aqueles pacientes que n\u00e3o est\u00e3o conseguindo controlar a glicemia somente com medica\u00e7\u00e3o via oral&#8221;, explica o endocrinologista Freddy Eliaschewitz, assessor cient\u00edfico da Sociedade Brasileira de Diabetes e diretor do Centro de Pesquisa Cl\u00ednicas CPclin, institui\u00e7\u00e3o brasileira que participou dos estudos da insulina inal\u00e1vel. Segundo o especialista, dos cerca de 15 milh\u00f5es de brasileiros que t\u00eam diabete, estima-se que 10% possua o tipo 1 da doen\u00e7a e 90%, o tipo 2.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"e3t78\"><strong>Contraindica\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"bqi4a\">Os m\u00e9dicos explicam que pacientes com problemas pulmonares n\u00e3o poder\u00e3o utilizar o Afrezza por duas raz\u00f5es. &#8220;A absor\u00e7\u00e3o pelo pulm\u00e3o pode n\u00e3o ser a adequada e a insulina inal\u00e1vel pode deflagrar crises de asma, com broncoespasmos&#8221;, diz Eliaschewitz. Est\u00e3o inclu\u00eddos na contraindica\u00e7\u00e3o pacientes com asma, Doen\u00e7a Pulmonar Obstrutiva Cr\u00f4nica (DPOC) e fibrose pulmonar, al\u00e9m de fumantes. No caso de menores de 18 anos, a Afrezza \u00e9 contraindicada porque o produto n\u00e3o foi estudado em pacientes desta faixa et\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"k3e5\">Outra limita\u00e7\u00e3o da insulina inal\u00e1vel \u00e9 a baixa variedade de dosagens dispon\u00edveis. A Afrezza chega ao mercado em apenas tr\u00eas apresenta\u00e7\u00f5es: 4, 8 ou 12 unidades, enquanto as insulinas injet\u00e1veis s\u00e3o oferecidas em doses de 1 unidade, o que permite maior combina\u00e7\u00e3o e personaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"earur\">&#8220;A dosagem indicada depende do paciente e do volume de glicose ingerida em cada refei\u00e7\u00e3o. O n\u00famero de unidades usadas em cada aplica\u00e7\u00e3o varia muito. Tenho paciente que precisa de apenas duas unidades e outros que precisam de 15 em cada refei\u00e7\u00e3o. Na injet\u00e1vel a gente consegue escolher a dose perfeita. Na inal\u00e1vel, n\u00e3o&#8221;, afirma L\u00edvia Porto.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"66tol\"><strong>Pr\u00f3ximos passos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"emo4i\">Embora tenha recebido a aprova\u00e7\u00e3o da Anvisa, a Afrezza ainda deve demorar alguns meses para estar dispon\u00edvel para venda. &#8220;Nossa expectativa \u00e9 que ainda neste ano o produto passe pela C\u00e2mara de Regula\u00e7\u00e3o do Mercado de Medicamentos (CMED)&#8221;, diz o CEO da Biomm. A c\u00e2mara \u00e9 uma inst\u00e2ncia da Anvisa que estabelece os pre\u00e7os dos medicamentos antes de eles chegarem ao mercado.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"cou0c\">Marchezini diz que ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel estimar quanto o produto custar\u00e1 no Brasil. Nos Estados Unidos, onde a Afrezza j\u00e1 \u00e9 comercializada desde 2015, a menor dose, de 4 unidades, custa U$ 3,80, o equivalente a R$ 14,80.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) autorizou a comercializa\u00e7\u00e3o da primeira insulina inal\u00e1vel do pa\u00eds. A resolu\u00e7\u00e3o que concede o registro ao produto foi aprovada na \u00faltima quinta-feira, 30, e publicada nesta segunda-feira, 3, no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o. 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